Mostrando postagens com marcador Fabio Terra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fabio Terra. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

BALADA DE UM IDIOTA VIOLENTO.

Balada De Um Idiota Violento. (Fabio Terra)

Bati em meu rosto
Enrolei a corda e puxei
Não senti nada a não ser cansaço
Me faltou ar
Soltei

Não consegui de novo
Bati com a cabeça na parede
Não sangrei
Fiquei tonto
Deitei

Busquei saída entre a porta
Essa sim quebrei
Escapei, dei de cara
Com grades
Sentei

Tive raiva, ódio de mim
Me soquei
Até sentir gosto de sangue
Na minha língua
Degustei

Vieram comprimidos.
O copo o álcool amigo
A dose perfeita, então
Desmaiei.

"Fui pra Júpiter através de um pensamento Pitagórico, estou de férias por lá de uma maneira Platônica e não Aristotélica, com a música de Syd Barret fazendo fundo musical."(Fábio Corvo - 06/12/2009)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O Que Fez a Rainha Sorrir

O Que Fez a Rainha Sorrir. (Fábio Terra)
[in PEDRA DO CORVO]

Distância, inimiga das paixões inexatas.
Um toque na tela, e penso no cabelo dela
Palavras viram ações, um dedo inicia o fogo do jogo.

Virtual mundo, cheio de anônimos,
Buscando a insolidão, eu me refugio então
Nos seios belos, no sorriso mistério, e nos olhos ígneos.

Tão longe de minhas mãos,
Protegida pela elétrica invenção
Conduzindo energia através da paixão

Flutua sobre o disco do pêndulo
Despe-se dos pudores, fecham-se os garços olhos
Abre-se o sorriso e mordisca o canto da boca

Explode em êxtase o Rei,
Vendo os seios e as costas nuas
Antes de partir.
Não antes de se perguntar o que fez a Rainha sorrir.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

GENUFLEXÓRIO.

GENUFLEXÓRIO. (Fabio Terra)


Tento, pendo
E eu aqui no genuflexório
Peço, grito
Rezo

Grito, choro
E eu aqui no genuflexório
Rezo, peço
Tento

Tanto peço
E eu aqui no genuflexório
Tento, grito
Pendo

Pendo o grito
E eu aqui no genuflexório
Peço o preço
Rezo

sábado, 4 de julho de 2009

LINHO BRANCO.

LINHO BRANCO (Fábio Terra)

Me visto com roupas limpas
para o meu sujo corpo não se revelar
Olho no espelho meu ego inflamado
onde o linho branco impecável
-esconde meu jeito pobre de amar.

Madrugada adentro me desprendo do jeito certo de andar
ouço palavras sujas, que acendem meu olhar curioso
Para o lado torto do porto, onde vento da maresia
de leve na noite, me lambe o rosto
-lembrando o meu jeito pobre de amar

Meu olhar inflamado sujo e disfarçado
pelo branco do linho cansado,
move minha vontade cretina de buscar um colo, um par.
-para o meu jeito pobre de amar

Ando sem cuidado com o olhar excitado
sujo por dentro por fora mal acabado
gritando por qualquer uma no bairro, exibindo meu linho branco impecável.
-e o meu jeito pobre de amar

domingo, 4 de janeiro de 2009

O Barco Mágico.

O Barco Mágico. (Fábio Terra)

Hora de navegar
no barco mágico
que leva o imagético
poder da viagem.

Estrelas brilham cada vez mais sibilantes
dentro do meu interior cognitivo
ativo por raios high powers, inventivos,
traçados através do nosso corpo, que em breve
estará nu.

Nau vazia de pensamentos,
Viaja através dos meus sentimentos
pictóricos com a silhueta do teu corpo.

Hoje hei de permanecer junto a esse rio
onde o espelho d’agua refletia o azul do céu
(e) posso então banhar-me com teu puro coração.

Imaginando-me no interior
do barco mágico
que leva o imagético
ao poder da viagem.