sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

BALADA DE UM IDIOTA VIOLENTO.

Balada De Um Idiota Violento. (Fabio Terra)

Bati em meu rosto
Enrolei a corda e puxei
Não senti nada a não ser cansaço
Me faltou ar
Soltei

Não consegui de novo
Bati com a cabeça na parede
Não sangrei
Fiquei tonto
Deitei

Busquei saída entre a porta
Essa sim quebrei
Escapei, dei de cara
Com grades
Sentei

Tive raiva, ódio de mim
Me soquei
Até sentir gosto de sangue
Na minha língua
Degustei

Vieram comprimidos.
O copo o álcool amigo
A dose perfeita, então
Desmaiei.

"Fui pra Júpiter através de um pensamento Pitagórico, estou de férias por lá de uma maneira Platônica e não Aristotélica, com a música de Syd Barret fazendo fundo musical."(Fábio Corvo - 06/12/2009)

3 comentários:

Adriana Godoy disse...

Interessante poema. Gostei. Essa visão masculina, às vezes, estúpida me agrada. beijo.

Joe_Brazuca disse...

nos seu vers(b)os

ouvi

um tango

(com gardel acompanhado por piazzola...será ?)

bom "praca" !

Cíntia Thomé, Escritora e Poeta. disse...

Existem saídas sim
Seus versos remetem a qualquer um que já passou
pelo innibido, pelas grades da vida
Belo Poema, de prima!


Bom Natal e 2010 de Felicidade

abs