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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Peralta

Sou fruto do descontente,
Rebelo-me, ausente

Sou pernas pro ar,
Vindo de um chão de nuvens

Abutre de um sem fim
De um monte de ideais

Abuso, demais, do que era em mim
Apenas um punhado de sonhos

Vereda que faz, qualquer cantor boêmio
Um mero aprendiz de sonetos infantis

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mulheres de Vida

Viga que sustenta o sucesso, do ventre ao ápice
Amoroso regresso àquilo que nunca foste
Mulher de vida, de vigor e alma

Mulher da vida, de tristeza e lástima
Regressa ao teu interior, pobre e maldita
Tú que foste um dia filha
Hoje nem a terra come

Serena, caudalosa e profunda
Interna é das mais belas, formosa amor
Mulher de vida, de sangue e cor

Mulher da vida, vadia e profana
Engana, engana tua carne e deita cá
Finge o urro, o sussurro vem usar
Cadeado que prende e sufoca o gozo

Mulher de muitas vidas, de futuro algum.