sábado, 4 de julho de 2009

LINHO BRANCO.

LINHO BRANCO (Fábio Terra)

Me visto com roupas limpas
para o meu sujo corpo não se revelar
Olho no espelho meu ego inflamado
onde o linho branco impecável
-esconde meu jeito pobre de amar.

Madrugada adentro me desprendo do jeito certo de andar
ouço palavras sujas, que acendem meu olhar curioso
Para o lado torto do porto, onde vento da maresia
de leve na noite, me lambe o rosto
-lembrando o meu jeito pobre de amar

Meu olhar inflamado sujo e disfarçado
pelo branco do linho cansado,
move minha vontade cretina de buscar um colo, um par.
-para o meu jeito pobre de amar

Ando sem cuidado com o olhar excitado
sujo por dentro por fora mal acabado
gritando por qualquer uma no bairro, exibindo meu linho branco impecável.
-e o meu jeito pobre de amar

6 comentários:

Anônimo disse...

ba tchê quanto comentario mas todos merecidos

Anônimo disse...

+- falta conteudo

Anônimo disse...

Gstei do comentario, mas tenho duvidas por favor me esclareça. (meu endereço do blog é [amigosdiferentes2.blogspot.com])

BAR DO BARDO disse...

Bom jeito de amar.

Bea - Compulsão Diária disse...

Linho branco é tecido caríssimo estranha metáfora.
Agora, conta como é esse jeito pobre de amar?

Felipe da Costa Marques disse...

Li o poema como música !

Um Blues Do Jeito Pobre de Amar !

Muito Belo ! Abraço !