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domingo, 25 de agosto de 2013

pi



Ao meu lado, segue minh'alma.
Do lado do corpo.
Fora.
E observa-me, o espírito.
Tangencia-me em 3,1416.
Segue-me.
Anja-me.Pastora-me.
Trans-lúmina-essência,
Ímã de mim mesmo, assombra-me.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

As sete chaves


Eram sete, as chaves
que abririam a imensidão
a primeira, a caixa branca
a segunda, a solidão
a terceira, a alma franca
a quarta, toda ilusão
a quinta, a pequena tranca
a sexta, o X da minha equação
a sétima?...fica ao mistério
da nossa imaginação...

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Poemeto para estes nossos novos tempos...

Como na vida, por aqui, ou no "FB"
nada é mais do que antes,
tudo é velho, tudo se prevê
vem e passa, vira escombros

uma coisa se sobrepõe à outra
o que era novo e sui generis,
agora dá-se aos ombros...
Todo passado vai ao baixio
se afoga rapidamente,
soterrado inclemente,
vira puro extravio...
Por aqui, como na vida
quando vem o dito novo
o velho já é coisa banida...
o que agora se exorta
num átimo ,não mais nos importa
sucumbem-se em si mesmos
enterra-se e fecha-se a porta...



quarta-feira, 25 de julho de 2012

Arco íris



7 cores
Era uma vez
7 olores
um toque, uma tez
7 sabores
mais um beijo,
o que foi que me fez?

segunda-feira, 25 de junho de 2012

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Transição


Numa segunda eu nasço
na terça eu cresço
na quarta, apareço
na quinta eu caso
na sexta, descaso
no sábado , entristeço
e domingo, eu passo...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

S.O.S

São tempos tombados
Olhares profundos
Sorrisos trincados

Serpentes cavalgam
Ostentam a guerra
Separam as almas

Santos entoam
Odes aos anjos
Serafins dos tempos...


domingo, 25 de março de 2012

Dando o nó na gravata...


Perpasse tangencialmente o estirante
contornando o laço à frente
Segure as pontas para não entortar
bem como na vida da gente...
Com um dos dedos da mão direita
estique e segure a fita estreita
olhando sempre adiante
como quem "tipo", espreita...
Prenda firme no pescoço
não importa se velho ou moço
e já verá um esboço
o nó de uma vida se aproxima
bela figura, quanta estima,
te sentirás um pequeno colosso !
Dê duas voltas assimétricas
segure o fôlego, esqueça o poço
porque agora falta pouco
pra de repente, ficar louco
e cair numa crise histérica..
E, se não vier a conseguir um nó
e lenvantou somente muito pó
comece tudo de novo
tente botar em pé, um ovo
tenha em mente o espelho à frente
siga tentando bravamente
dê logo esse nó, meu amigo
ela chega até o umbigo,
é só um nó...Tenha dó !

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Ave "Marias"

Ave Marias todas, mães dos cristos,
filhos todos de muitos pais...
Encha-nos os bornais, com tua graça,
esparja-nos todo teu Senhor que te habita...
Bendita é vossa terra-ventre, que sempre deu de todo fruto,
nem sempre todos como teu filho prodigioso, Jesus...
Santas de vários nomes todos, que és mãe de ti mesma
chora e ora por todos os que lhe saíram e sairão,
mais ou menos dias, inexoravelmente...
que venham sem pecados,
ou o mínimo que lhes caberão à sua sorte
desvia-nos daquelas que nos atinge a alma,
a falta do perdão, da caridade, da misericórdia
o amargor da verdadeira morte,

Assim seja !

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

XYZ-PQP-Sampa!


“ãn passã”
sampa, sampa, sampa
n’est pas , sampá?

san pá tupi
turiaçú anhaguera
ibirá puera ita quera
a aldeia é aqui

sampa nipon
sampa sam
arigatô japon

samp’italia
san genaro
san paolo
te quiero pita
aglio ed oglio

sampa de nossosinhô
do bom retiro
sampa da bahia
de todos os sampas
oxiiii...axé...oxalá
shana tova!

sampa states
of course!
loco_motion
loco_motivation

sampa loka paca
paca no tietê
sujo-absujo
surdo-absurdo
mudo?-não mudo
só saio e volto no voto
e...só saia se for
à praia!

paulista_no
devoto...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sete Tempos


Manda-me mais sonhos
ainda tenho muito sono
é cedo para camisa e gravata
os anjos rondam minha cama
e me arrumam as cobertas

Ferva-me mais água
o café, deixa que meço
é cedo para o banho quente
o aroma inunda a casa
e pede janelas alertas

Esquenta-me mais os ladrilhos
ainda visto macia flanela
é cedo para a porta e fresta
os sonhos inda persistem
fogem das horas certas

Banha-me de doce perfume
ainda de que breve escuma
é cedo para o baile e festa
o lenho que queima e aquece
trepida em faíscas dispersas

Arruma-me por sobre o leito
a roupa que o sol secou
é cedo para o pente em riste
o torpor que cai e esvanece
deixa por sombras discretas

Alinha-me sobre o peito
o pão que ainda existe
É cedo para a faca e corte
O leite de ubre e porte
escorreu por valas abertas

Lustra-me o couro pisado
ainda é pouco o brilho
já se faz tarde, ao que viestes
o corpo cálido que a lua velou
deita eterno em pedras concretas...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O sono dos justos



Dorme criança, o teu sono brando
tens o sono que é dos justos
dorme que o futuro é incerto
sabes o coração aberto
desde que nasceste, até quando
lhe virão perversos sustos...

Dorme criança, o teu sonho alegre
que o sono é longo, mas a vida é breve
deixa, criança, o teu peito aberto
tem o coração sempre esperto
pois, por enquanto és quente
como, d'onde viestes, era o ventre...

Sonha criança, o teu sonho certo
de um porvir lúcido e contente
teu olhar pequeno, ainda é perto
pois és nada mais, tênue doce semente...

Dorme criança, o teu sono é casto
qual a pluma que te aquece e cobre
que o sonho é brilhante e nobre
d'um colorido perene e vasto
que se guarda seguro em alabastro...

Dorme criança, teu sono quietinho
inda o dia vem tímido e lento
recolhe-te por hora, em teu ninho
protege-te do implacável vento
dorme e não ouças o meu lamento...

domingo, 25 de setembro de 2011

para verbis ad verbium



eu iludo
tu foges
ele esconde
nós enganamos
vós alienais
eles sucumbem

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

muito lok...


a morte ou a sorte,
não tem porte de arma
nem sequer passaporte
aqui está a questão
de karma ou darma
minhas mágoas vestem anáguas
na santa ceia não tinha seios
tem um naco dum taco
dentro dum treco
no beco do macaco
muito louco é pouco
atiraram no filho do Porfírio

corrupção, corro pra ação
eu nado vestido de nada
parido pelo par ido
que não volta de volta
já, mais nem, falo jamais
tenho a impressão
que não tenho coração
sem mentes pintadas
coradas de tesão
muito menos um
fígado fidalgo
figo podre dum algoz
que estúpida mente
anda atrás do mágico de Oz ?

morro de tédio do seu assédio
quando subo o morro de gorro
agarro seus pêlos
pêlos seus, pelos meus,
pelos nossos cotovelos
o creme derramado
do derradeiro amado
dedou o crime
apontou o dedo em riste
cave sua paz com suas pás
e não desiste dessa
vitamina anfetaminana

será pião de obreiro
quando o beijo do boiadeiro
for da bóia ao brejo ?
torniquete de cérebro
massa de tomate ambulante
antes que sólido fique
solidifique a massa andande
ma non troppo
mergulhei no orgulho
gorgulho escroto de esgoto
Fiat lux de suborno
sub morno debulho
o filho do Andrada saiu na parada
muito louco está solto
morreu de tédio, a poesia
sobrou o médio,a anestesia
afogada na pós-maresia
de um mar tentáculo revolto
em melancólica nostalgia
só digo os códigos
de qualquer alegria
muito louco é pouco...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

CUBOQUADRADO

Uma visão anato-artística-transcendente
da teoria da Dobra Espacial (Warp Drive)
- Parte 1




C U B O Q U A D R A D O
U B O Q U A D R A D O D
B O Q U A D R A D O D A
O Q U A D R A D O D A R
Q U A D R A D O D A R D
U A D R A D O D A R D A
A D R A D O D A R D A U
D R A D O D A R D A U Q
R A D O D A R D A U Q O
A D O D A R D A U Q O B
D O D A R D A U Q O B U
O D A R D A U Q O B U C

sábado, 25 de junho de 2011

Cantiga simples



Quisera eu poder fazer todas juras
não entoando mais que sete notas
com palavras simples, doces e puras
e que não soasse como reles lorotas

Pudera eu ser tão verdadeiro e nobre
não pulando mais que sete ondas
mesmo que usasse só de rimas pobres
e falasse do teu olhar, quando me sondas

Tivesse eu esse dom da simples poesia
e em versos cantaria todo meu ardor
somente com parcas letras te escreveria

Com o néctar doce e singelo duma flor
simplesmente poucas linhas te desenharia
com sete sílabas, “eu-te-a-mo-meu-a-mor”

quarta-feira, 25 de maio de 2011

sobre Bill, Village , 46th Street com 5ª no baixo e pernas...(sandices em 3 movimentos)


I

quando ouço Bill Evans,lembro New York
até do teu pescoço branquinho.
Voce sabe...ou não lembra ?
porque a cada acorde resoluto estremeço
adrenalinicamente óbvio, dor de barriga
pelo e pele e curva e alcova e soul
teu cheiro na minha barba, minha cova
subway do teu sorriso no meu estômago
fico nanico, pago esse mico
...aí ?...vai ou não ?... que coisa !
será que teu sorriso não sai
mais de um sol com a 4ª no baixo ?
é droga...só pode ser !...ácido lisérgico
esse trio não é moleza,
só destreza e quero mais
à dois, com talheres ao fundo
eu vou pro fundo do teu olhar
passado na Broadway com 5ª
nosso cenário é a Greenwich Village
putz !...começou o solo do baixo...
fico muito puto com tanta
baixaria...ou seria a tua BRUXARIA ?
[please, driver... get on left, to 46 Street
I left my heat on her heart, sorry…
nothing more to do…]

quando ouço o Bill de novo
te lembro e morro sozinho
no Central Park, China Town
Voce não vem ?...Também não vou...
estamos resolvidos em Si sustenido...
ah !...que besteira !...isso é um Dó !

II

Levanto e misturo café com pasta de dente
newspaper com sanduíche de queijo-quente
Me sinto vulnerável igual September11
ainda levanto pra escrever bobagens
de novo ouço Bill Evans, e traço linhas
sem conduta nenhuma mesmo
pura porralouquice, meninice mesmo...
miseravelmente louco, babo um pouco
me desespero e espero seu triângulo
pelúcia amaciada com Confort...
a gente bem que podia se encontrar
pra namorar um cup of coffee whit Bourbon
naquele bar em frente ao Metropolitan...
peraí !...D dim/9...G7+/A...C7+/G
ficou legal ?...sei não...meio blasé...
Não consigo esquecer daquelas pernas
se Bernstein tivesse vivo,
faria uma sinfonia pra elas...
ta bom...ta bom...faço eu, então
no mínimo uma Sonata elas valem
“Sonata Nº 5 , per tue gambe...”

III

Preciso ir até Down Town...
O que me faz voltar pra cama
é poder escrever, tocar, beber, amar
et coetera e tausssssss...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

sombras


tenho um lado vil
assim, meio servil
que faz muito alarde
porque é mais covarde

um lado falso
completamente canalha
que ajuda empurrar,
vestindo a mortalha,
o inocente do cadafalso

um lado que espezinha
sorri à navalha cortante
se achega sempre distante
astuto se acerca, se avizinha...

um todo tanto obtuso
de um sorriso escabroso
que usa sempre o abuso
e se lastima medroso

um lado que fede perfume
maquia com betume
disfarça a pele flácida
e se mantém plácido
ao cheiro do curtume

de pura peçonha
que baba na fronha
só tem pesadelos
de arrepiar os pelos
e finge que sonha...

um lado de unhas sujas
mãos sempre meladas
carimbos de garatujas
obras perenes e inacabadas

eternamente infame
que só se dá ao reclame
que se esconde na noite
acaricia com açoite
e provoca o enxame

um lado tanto gelado
que se esgueira de lado
com porte adequado
nunca certo, todo errado
excêntrico , marginalizado...

um lado soberbo
por roubado acervo
com perfil escuso
de empáfia sórdida
nunca concluso
e polidez mórbida...

tenho um estranho lado
meio tudo, meio nada
personagem disfarçada
sempre camuflado
meio assim, meio assado...