domingo, 4 de setembro de 2011

Misto-quente

quando o queijo encontra o presunto
se derrete todo
faminto por instinto
usa o pão para esconder
esse seu jeito aderente de viver
e o ambiente das torradas
é tão quente
mas tão quente
que chega a ser incandescente
nessa pouca vergonha
onde o guardanapo é fronha
e a manteiga dança
seu último tango
no país
de ladrilhos
e cozinhas
cor de anis.

6 comentários:

Marcela disse...

Adorei! :P

Henrique Pimenta disse...

boa construção
diverte

gostei

rogerio santos disse...

Pô Tião, sou seu fã pra caramba... esse poema é 10 !!!
Poesia é isso... enxergar com outros olhos uma cena dessas é coisa de mestre !

Abração do seu amigo Rogerio

rogerio santos disse...

PS: Se nosso blog tivesse link para compartilhar no Facebook, eu faria isso... Aliás o blog está precisando dessas "modernagens"...

Administradores, vejam isso aí...

Saudações Poéticas.

rogerio santos disse...

PS: Se nosso blog tivesse link para compartilhar no Facebook, eu faria isso... Aliás o blog está precisando dessas "modernagens"...

Administradores, vejam isso aí...

Saudações Poéticas.

Tião Martins disse...

Valeu Rogerio! O jeito é copiar o link e postar lá no face... rs!
A propósito, tb sou seu fã! Abraços!