sábado, 7 de maio de 2011

Da servidão

Da servidão

Se a moça for do solo da Toscana,
é dona de manter o desmantelo,
contente por amar e por mantê-lo
à vista de seu corpo. Que sacana!

Se ainda for ferina, que me engana,
bruxedo que arruína meus castelos,
aflige fantasias a cutelos,
os ossos esfacela. Que magana!

À luz de suas meias em turqui,
em tour por suas pernas, por prazer,
estou no que é pedido para ser...

A venda nos seus olhos e eu aqui
na frente desse espelho que me vê
fazendo o que bem quero com você.


***

3 comentários:

Tetis disse...

me agrada

Cristiane disse...

Oh, quantas palavras me cheirando a lascívia...

Henrique,sou sempre sua fã!
Beijo

João Luis Calliari Poesias disse...

Faça caprichado, Henrique...Abraço