segunda-feira, 14 de junho de 2010

Tiro Duplo...

Penumbra Sórdida

Soava o suave som devasto
sobre segregação sentimental
Suando sacrilégios sangrentos
sedimentando o social

Pulsar proveniente da poeira, pó de estrela
Propulsão de proporcional putrefação
Precursor plural de perjúrio
Pecado puro, Podridão!

Procurei deus em Palavras
encontrei o Silêncio...
Divindade mórbida do Ateu

Distantes lumens ao fim do poço
Parafraseio mestre Rimbaud:
“ A desgraça foi meu Deus! “


Diaba !

Amanheceu nos poros de meu rosto
o cheiro da luxúria
Teu suco, Nêga...
Suave e mortal como uma agulha

Se nossos gemidos fossem verso...
Ah, minha nêga
Seria surdo o mundo por algumas linhas
perdidos no tempo de nosso universo

Tuas unhas são como um beijo
passeando em meu corpo, marcado
Seus dentes são meu conhaque
Mordendo uma dose saborosa de pecado

Moraria em tuas pernas, nêga
Os talheres de nosso prazer
me lambuzando em sua essência
O inferno que muitos querem ter

6 comentários:

Barone disse...

"Amanheceu nos poros de meu rosto
o cheiro da luxúria
Teu suco, Nêga...
Suave e mortal como uma agulha"

Muito bom!

Adriana Godoy disse...

Arrasou, Tomaz. beijo.

Flá Perez (BláBlá) disse...

uau!

BAR DO BARDO disse...

Totó,

tu consegue e(n)feitos & deambulações visualmente fantásticos!

UAU!

Cíntia Thomé, Jornalista, Poeta . disse...

muito picante e verdade, nao deixa cair...vai até o fim em beleza, amar harmonico...parabens

Kiro Menezes disse...

Nossa!!! A sensualidade é fascinante em tua poética.