segunda-feira, 15 de março de 2010

Fatiando o luar no café da manhã...

Eu amo o azul da noite
como lúcifer amou deus
até que a dúvida amanheça

Me apaixono pelo nada
Do finito ao impossível
antes que sol apareça

Escrevo em álcool meu infortúnio
na fumaça cavo meu túnel
até que a carne apodreça

Sopro ao vento fúteis palavras
injeto na veia minhas mágoas
para que um dia eu me esqueça

E com névoa vem aurora
rasteja o anjo sem asas
no túmulo da ressaca

A cabeça explode em fragmas
Uma fabula em que a privada
na alma enfia a faca !

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Me desculpem pela demora, tardio mas não falho !

3 comentários:

Lírica disse...

Forte, elaborada, confessional. De uma fome canibal, de uma sede que só se sacia com embriaguez.
Muito bom, Tomaz.

Adriana Godoy disse...

Tomaz,demorou mas arrasou!! Além do título (que amei) o poema está deslumbrante! É rock, é vida! beijo.

Kiro Menezes disse...

Nem que esperasse mil anos, para ler obra tua, há tempoo! :D