quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

São Paulo


Sorria, você está há 3 horas sentado no banco de seu carro rumo ao trabalho.
Sorria, mais 3 horas te esperam para voltar.
Sorria pelo apagão, pelo transbordamento, pelo desmoronamento de sua honra.
Sorria pelo nervosismo de não saber o que fazer; que "rir de tudo é desespero".
Vamos sorrindo, afundados na lama. Adoecendo o corpo de angústia

Sorria por fora e fuja.
Ou sorria por dentro reescrevendo a história desta cidade




arte: Magritte

4 comentários:

Joe_Brazuca disse...

Putz !...tudo verdade !

fim do tempos ?

somos números...

1,2,3...20 milhoes

muito bom !

Renata de Aragão Lopes disse...

A angústia
já não é privilégio
das capitais...

Muito bom o poema!
Um beijo, Débora!

Cíntia Thomé, Escritora e Poeta. disse...

SÃO PAULO DO MEU CORAÇÃO
o ASFALTO E OS ESPELHOS AGRIDEM
O QUE ERA GAROA
hHJE ENXURRADAS DE LIXOS
UMA CIDADE QUE AMO
MAS A APARÊNCIA NO SOL
NÃO DIZ AS DORES DE UMA CHUVA...
E OUTRAS DOENÇAS.


lINDO POEMA!

ABS

Benny Franklin disse...

Beleza. Amei.