quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

LIMITAÇÃO


LIMITAÇÃO

Cheio de dedos
Não há verdadeira mão
Nem fortes braços
Decepe todos os dedos
Da alma
Tantos passados, tantos medos
Tantos anéis que limitam
Que fazem a tua ambigüidade
Segredo e mistério
Colherá abraços
O tanto que te falta



Cíntia Thomé
.






Imagem: Autoria: A. Hernandez - site Olhares.

7 comentários:

FC disse...

Cíntia,

MAIÚSCULAS/ MIN…

não falte o abraço aberto
entrando nos dedos
o ser da escrita

a) mão viajando
nu poema

b) de A a Z minúsculas…
Assim

Bjs
F

Joe_Brazuca disse...

atrasei-me, mas vim ler-te...

me fez lembrar João Cabral

"...é a parte que te cabe deste latifundio..."

quando decepa-se coisas da alma, sobra o zero, menos que...ou somente abraços...

bom, Cintia !

bj

Cíntia Thomé, Escritora e Poeta. disse...

Obrigado Joe...as x a gente tem que ser mais aberto, sem medo de riscos ou decepções.. ser mais irmão do que pensar no mal que o outro pode causar...a vida deveria ser mais de abraços...doação...pensar no carinho que o outro precisa...sem medos...

Vera Pinheiro disse...

Que lindos, Cíntia, o teu poema lá e o recado aqui. Beijos de carinho.

Carol Mioni disse...

Resumão: arranque tudo que te limita e viva! Amei, bom demais!

Benny Franklin disse...

Grande, Cintia. Um poema de prima. Bjs

L. Rafael Nolli disse...

Cíntia, o poema tem um arremate e tanto - essa cota de abraços que estão faltando foi um achado! Gostei muito.