terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Poema de fé

Em minha mão direita trago uma pedra
na esquerda um afago
que estendo como sinal de fé.
Meu punho cerrado estendo aos santos vivos,
imaculados.

Aqui deste lado ostento uma reza
do outro um abraço
que ofereço a quem quiser.
Minha boca sedenta ofereço aos mortos vivos,
crucificados.

13 comentários:

Adriana Godoy disse...

" a mão que afaga é a mesma que apedreja" seu poema me lembrou esses versos. Gostei, Barone. Beijo.

Joe_Brazuca disse...

voce esteve no monte das Oliveiras...sua fé espalhou-se...

esse dualismo é que pega pela cruz...

Ton disse...

Complementando o Joe: é essa dualidade que nos faz humanos. Mais de uma, animais. Mais de outra, iluminados.

Helena disse...

belo poema, lindo final

abraço,

helena

Priscila Lopes disse...

ai, acho que poderia continuar,
evoluindo no poema.

muito bom.

Francisco Coimbra disse...

A fé nunca é fácil para quem a tenta compreender, não é o caso para a necessária compreensão. Belo!

L. Rafael Nolli disse...

Belo mesmo. Tem um tom elevado. Muito bom.

rogerio santos disse...

Belo Poema !
Abraços, Rogerio

Benny Franklin disse...

Boa, Barone. Gostei.

Barone disse...

Valeu pessoal.

Victor Meira disse...

Que ótimo, Barone! Poema importante, tá grudado aqui no chão da nossa comunidade.

Todo poeta deve trazer pedra e afago nas mãos!

Gosto, acho bom.
Engajamento comunitário.

Tenório disse...

Que poema sensacional, Barone. Faço minhas, as palavras do Meira.

Gostei muito.

Cíntia Thomé, Escritora e Poeta. disse...

Somos todos filhos, somos sangrados
Belo Poema. Aperto no coração!


Cintia Thome

abs