domingo, 8 de março de 2009

fotografia em preto e branco

enterrava-se
entre palavras doces
e o terno desafio
de ser branda
diante das dores

era candura
ao beijar-te a boca
que trazia pavor
e silêncio

não se assombrava com nada
mergulhada em olhos azuis
poderia respirar liberdade

sonhava que o ventre alheio
só trouxesse do mundo
gozo e felicidade

e mesmo apaixonada
percebia-te todos defeitos
não o exaltava
em versos cegos

por bem querer
resignou-se
em cultuar o erro
o manco e a ausência

e suave sobrevivia
à espera de sua volta
sentada na soleira.

2 comentários:

Felipe da Costa Marques disse...

Belíssimo Poema, meza Xará!

...e vamos criar o blog dos Marques sim...

bjs e abs!

Larissa Marques disse...

Valeu, caro!