sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Putinha
















Putinha


Sobre o canto paralelo “You wanna fuck me” de CocoRosie.

Não tinha nem peitinho, uma criança.
No muro do quintal, um cordeirinho.
Foi feito com silêncio, sem carinho,
de um jeito doloroso. Que lembrança...

O sangue que escorria do furinho
caía sobre as prímulas de França.
Eu era apenas pânico e mudança.
Eu era uma criança. Suspirinho...

Não diga nada, disse, que senão.
O tempo, cicatriz queloidiana,
marcou-me com o receio de que não

existe nada além do que se diz,
que o gozo se não dito que é sacana
descarta-se do jogo, não condiz.

42 comentários:

João Luis Calliari Poesias disse...

Dentro do peito, um bumbo..beleza!João Luis

BAR DO BARDO disse...

Calliari,

a ideia é essa.
Grato!

Cássio Amaral disse...

puta poema.ou poema puta. o poeta é puto?!

isaias de faria disse...

poema perfeito! grande na estrutura e no conteúdo!

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Brincadeira sacana... Prazer e dor mesclados... :)

BAR DO BARDO disse...

tod* poeta é put*
todo asterisco é foda


abraço, cássio

BAR DO BARDO disse...

isaias,

prazer pela parceria cá.

felicidades!

BAR DO BARDO disse...

Francisco,

tentei um tom mais melancólico.
Abraço!

Kiro Menezes disse...

Ficou fantastico teu tom de inocencia e asco, essa fragrancia de aurora cumplice do crepusculo...
Se me faço entender, digo que tu és impar!!!

Com carinho...

Domingos da Mota disse...

Caro Henrique Pimenta,

A condizer com este poema, publiquei no blogue http://morcegoseolhimancos.blogspot.com/, o poema As Putas da Avenida, de Fernando Assis Pacheco.

BAR DO BARDO disse...

Kiro,

agradeço muitíssimo pela leitura "aguçada".
Fez-se entender, sim.
Seja feliz!

BAR DO BARDO disse...

Mestre DM,

conhecia o texto. Reli com a melancolia de sempre.
Muito obrigado!

tonhOliveira disse...



Foi feito com silêncio, sem carinho,
de um jeito doloroso.
Que lembrança...


Que delicadeza pra falar de uma 'violência infantil'...

BBB!
Bardo Bem Bótimo!

:)

L. Rafael Nolli disse...

Um soco no estômago! Puta poema!

Domingos da Mota disse...

Caro HP,

DM só, sem mestre. Mestre é para os que o são, o que não é o meu caso.
Obrigado.

Mirze Souza disse...

Mestre!

A falta de carinho em qualquer parte da vida, principalmente na concepção, deu luz à criação desse belo soneto, que tem mais de amor que de repulsa e medo.

Parabéns, poeta!

Beijos

Mirze

BAR DO BARDO disse...

Tonho,

somaste!
Abraço!

BAR DO BARDO disse...

Nolli,

agradeço pela leitura.
Abraço!

Sylvio de Alencar. disse...

Uma visão nova, e poética (claro!), de uma coisa que acontece eternamente na infância de muita menina.
De fato vc foi mais 'melancólico'; digo isso por já ter lido outros poemas feitos através de diferentes abordagens 'emocionais'.
Junto-me, claro, ao coro dos admirados e sensíveis leitores seus.

GRANDE abraço.

BAR DO BARDO disse...

DM,

felicidades!

BAR DO BARDO disse...

Amor, sim - eis a palavra que inaugura a Humanidade.

Beijo, Mirze!

BAR DO BARDO disse...

Syl,

fico feliz por poder contar com bons leitores.

Abraço!

Adriana Karnal disse...

suspirinho...me emocionou :(
feliz ano novo queri.

BAR DO BARDO disse...

KARNAL,

felicidades para você e para sua família!

Vieira Calado disse...

Um dia destes escrevo um poema

à puta da vida!

Um abraço

BAR DO BARDO disse...

Vieira,

aguardamos, pois!

Abraço!

Leo Curcino disse...

tem um quê de mistério nessa menina.

BAR DO BARDO disse...

Leo,

há mesmo...

André disse...

Soneto belo e que me comoveu. Meus aplausos, Henrique!

Forte abraço,
André

BAR DO BARDO disse...

André,

bastante agradecido pela leitura!

E aplausos para quem lê, clap, clap, clap...

Joe_Brazuca disse...

chocante...

mas não é pra ser...

ou é ?


perfeito, Bardo !

BAR DO BARDO disse...

Joe,

é para ser sim.
Abraço!

Casa disse...

Terá sido meu comentário censurado?

BAR DO BARDO disse...

Casa,

não vi comentário seu antes desse aí.
Que mistério...

José Carlos Brandão disse...

Poema de doer.

BAR DO BARDO disse...

Brandão,

é isso mesmo.
Abraço!

Leyr disse...

Você pediu para
dar uma vista "D'OLHOS" ,
mas diante de tão bela criação, passei os olhos , a alma e coração.

Parabéns!

BAR DO BARDO disse...

Leyr,

agradeço pela vista boa.
Felicidades!

Felipe Marques disse...

não aguento mais esses sonetos...

muda AÍ.

TÉ.

BAR DO BARDO disse...

Falô, Fê, o homem da fé(delha).

Tomaz disse...

Tardio, mas não falho venho aqui lhe dar os parabéns pelo ótimo poema ! Sua putinha ! hahahha

Abraço, cara.

BAR DO BARDO disse...

Seu valor não talha, Tomaz!

Abraço!