sexta-feira, 7 de janeiro de 2011


trecho de um possível quaseromance que estou escrevendo lentamente...


"-Construímos e criamos tantas coisas e não sabemos ao certo o que queremos. Nem cores nem cheiros nem formas.
Prestei atenção na frase. Ele não movia um milímetro sequer do rosto. Pra lado nenhum. Nada se mexia. Os olhos embriagados que ficavam fixos num ponto vazio, me deixavam mais perplexo. A tentativa de um tratamento dele ali, entre nós, era o desejo. Desejo, naquela idade. E tem idade pra se ter desejo? E assumia querer tratamento. ”Essa questão é abstrata e funesta” lembro-me de ouvir o Sr.Altamiro repetindo, várias vezes."




foto e texto : isaias
a foto é de do grupo de balé jovem do palácio das artes

7 comentários:

BAR DO BARDO disse...

Altamiro, nome de meu falecido tio - também poeta.

Sem fim é a idade do desejo...

Kiro Menezes disse...

Entristecedor... teu tecer de palavras é belo e toca fundo a alma...!

De desejo, a eternidade é linear.

L. Rafael Nolli disse...

Isaías, meu camarada, botei fé em sua narrativa! Espero ver esse romance concluído! Abraços!

Flávio Otávio Ferreira disse...

Muito bacana. Também fico na expectativa do romance!

André HP disse...

Avise-nos quando pronto. :)

Abraço!

monicat disse...

Querido, essse trecho me fez ficar instigada a ler o romance inteiro. Você tem sensibilidade, tem uma visão que penetra fundo na alma das pessoas. Vou estar sempre perto te dando força. Te amo!!

Leo Curcino disse...

fiquei curioso para ler mais trechos.