terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mulheres de Vida

Viga que sustenta o sucesso, do ventre ao ápice
Amoroso regresso àquilo que nunca foste
Mulher de vida, de vigor e alma

Mulher da vida, de tristeza e lástima
Regressa ao teu interior, pobre e maldita
Tú que foste um dia filha
Hoje nem a terra come

Serena, caudalosa e profunda
Interna é das mais belas, formosa amor
Mulher de vida, de sangue e cor

Mulher da vida, vadia e profana
Engana, engana tua carne e deita cá
Finge o urro, o sussurro vem usar
Cadeado que prende e sufoca o gozo

Mulher de muitas vidas, de futuro algum.

3 comentários:

Leo Curcino disse...

várias mulheres em uma só. uma mulher em várias.

gosto muito do ritmo, da rima e do conteúdo em si.

Rodrigo Passos disse...

saio de seu poema preenchido de lirismo!

Lírica disse...

Como estamos simbolizadas! Desejadas como território, idealizadas como mães, substituídas como irmãs, desprezadas/desejadas como vadias...
Mas bom mesmo é poder ser apenas mulher.