quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Poema

Vazios de palavras
Meus lábios são garras
Que me aprisionam em mim

Secos de sentidos
Meus olhos são silos
Que me anoitecem a alma

9 comentários:

Rafael Belo disse...

a expressão do silêncio e o peso de raciocinar de não ser ignorante. Avante meu caríssimo amigo Barone! Bons versos espelho. abraços

Lírica disse...

Melancolicamente poético. Bonito. Mas vejo diferente do Barone... vejo como um impedimento emocional, um sentir e não se achar capaz de expressar... ou não ter ouvidos e olhos que acolham essa expressão...

Albuq disse...

oI Barone,

lindos teus versos, fortes.
bjs

Adriana Godoy disse...

Lindo, lindo...beijo

Lírica disse...

Barone, desculpe. No meu comentário anterior eu disse que vejo diferente do Barone quando queria ter dito: vejo diferente do Rafael Belo.

L. Rafael Nolli disse...

É um belo poema. Essa angústia de não achar as palavras, de sentir todo um mundo vivo dentro da gente e, de
repente, os lábios (que são garras) impedi-las de ganharem vida. Tem muita coisa aí para se pensar, para se indagar, é rico em possibilidades. Abraços!

Barone disse...

Opa pessoal,
é... é mais como a ausência do poema mesmo. Acho que a Lirica matou a charada.

Francisco Coimbra disse...

Os silos servem para guardar, as garras para agarrar, a poesia tudo gosta de abarcar, como um barco podendo ir à deriva ou ser impe_lido... Gosto quando o mistério guarda direitos de alforria, não mais escravo, também ele senhor (escrevo) da liberdade alcançada. Gostei.

Hercília Fernandes disse...

Belo, Barone.
Expressão delicada e sensível.
Lindas imagens!
Beijo,
H.F.