domingo, 28 de fevereiro de 2010

Efêmera Drosófila

Zumbe, zumbe em volta.
Lambe o tacho e zoa, zoa
em voltas à toa,
asas azuladas velozes,
delicadas
e hábeis mãos.

Tudo, contudo é vão.
Efêmera Drosófila
das horas mornas.
Das tardes tão
tropicais...
A noite cai.

Depois de um mês
não zune mais
nas órbitas frugais
ou nos mais
taciturnos
espaços siderais...

4 comentários:

L. Rafael Nolli disse...

Bacana, Lírica. Daria uma música bem interessante.

Victor Meira disse...

Essa poesia é um engenho bonito!

Lírica disse...

Brincando de imaginar essa mosquinha uma representaçào para palavra ou poema, de repente me toquei da periodicidade de minha frequência aqui no blog...

Ana Limund disse...

Coisa mais linda de poema! Animou meu dia!