quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A rua tempo (editado)

Na Voluntários passo
como eles
voluntário

prendo o familiar do umbigo
invento romances bailarinos

mais que marginal
imaginário
ser a terceira margem do rio

**

Ao quererem-se nos Inválidos
invalidam-se e somem

e os sonhos bons
quem dera os fosse
são segundos

os primeiros
neles e no tempo
se acanham

e perduram
e perduram
e perduram

**

Os muros da escola atentos ao cego que voa
Nuvem bailarina no mar de eutanásia dos tempos

**

A Passagem aberta
doce
de portais de amêndoa

em raios da hora nova
é nos novos arranhões

o sono solda
tempos breves

e outubro passa
como música
no ônibus

poemas fruto das ruas Voluntários da Pátria, Inválidos e Passagem do Rio de Janeiro | parabéns ao poema dia, post n° 500

8 comentários:

Priscila Lopes disse...

Heyk, teu poema é um transporte; estou leve e levitando.

Victor Meira disse...

Aê, quinhetão!

Felipe Costa Marques disse...

surrealismo pós-contemporâneo Rosaniano urbano!

palavras que voam. boa heyk!

abraço

Joe_Brazuca disse...

hermético, "comme il fault"...

soou ?...soei !

como música pós-outubreana, ja em novo novembro...

abssinticamente...

Sidnei Olivio disse...

Me transporto e navego na terceira margem... Grande Heyk.

L. Rafael Nolli disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
L. Rafael Nolli disse...

Não sei se foi devido a expectativa, mas eu esperava bem mais.

Unknown disse...

Hehehe, joia, pessoal! E Rafael, tô trabalhando nisso.
Abraço pra todos.