sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Mão

Mora em ti um sentido:
Tato.
Cai-lhe bem o afago.
O cabo de enxada.
O aceno.
Traças arquiteturas do infinito.
Pontes e construção.
Rabiscas atas, assinas duplicatas.
Cai-lhe bem a caneta e o pincel.
Discorres notícias e poemas.
Cava a areia.
Acaricia peles, dúvidas e almas.
Borda um sonho.
Firme, encaixa o prazer.
Trêmula, guia e oscila.
E na ânsia do desconhecido, ergue-se ao céu.
Segura a do irmão e ganha força.
Ergue torres.
Membro,
Segura o planeta!


Alyne Costa
8/11/09

3 comentários:

Nelson_Agadé_ disse...

Com as mãos se pode dar o melhor de si mesmo há outra pessoas.

bom fim de semana!!!

Joe_Brazuca disse...

fantástico !

resumiu, com maestria o que elas fazem (ou desfazem...)

Mãos que seguram a batuta
e regem acenando
outras tantas , que tocando
fazem soar o belo
a madeira, o couro, o ferro
tinindo o cinzel
timbrando todo céu,
tantas mãos em labuta...

adorei sua "Mão" !

abs

Cíntia Thomé, Escritora e Poeta. disse...

Muitos constroem...outros constroem a destruição


Há de haver uma balança, será?

Poema Inteligente sobre a Vida na Terra Mãe...

abs

Cintia Thome

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