quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Elementar



De que é feito o poeta?

De matéria
etérea
ou concreta?

Do fato
que vivencia
ou da utopia
que projeta?

Ele é feito
de sopro
ou de barro?

Ele habita
o corpo
ou a alma?

O poeta levita
ou mergulha?

A escrita
lhe é fagulha
ou despiste?

O poeta acredita
que existe?


Renata de Aragão Lopes

Publicado em 5 de setembro no doce de lira.

12 comentários:

Haas, Jeferson disse...

Maravilhoso!
Leve, despretensioso e singelo!

Victor Meira disse...

Quem se atreve a me dizer?

Haha, legal Re. Gostei do último verso fatal.

Adriana Godoy disse...

Já conhecia esse excelente poema. Bom reler e me encantar de novo. Beijo.

Ton disse...

Oi Renata!

Essa pergunta sempre nos fazemos, mas como disse o grande Pessoa: "O poeta é um fingidor."

Um beijo e um abraço.

Ton

Vera Pinheiro disse...

Renata, adorei os questionamentos. Tu, poeta, existes. Beijos!

L. Rafael Nolli disse...

Belo poema, Renata. Creio que o poeta possa ser tudo isso e muito mais. Ou não ser absolutamente nada disso. Vai saber, né? Abraços.

Audemir Leuzinger disse...

etérea. como a poesia pode ser.
e muitas vezes é.
lindo poema, renata. de uma leveza que lembra um texto do italo calvino.
beijos

Renata de Aragão Lopes disse...

Obrigada por cada leitura e comentário!
Todos me cativaram...

Convido vocês a também visitarem
meu blog particular (doce de lira),
onde realizo postagens
com bem mais assiduidade.

Dri Godoy e Nolli
já me deram o prazer suas visitas! : )

Um beijo a todos!

BAR DO BARDO disse...

Feito de você, Rê!

Felipe Marques disse...

reler vc é sempre bom

bjs e abs

Renata de Aragão Lopes disse...

Caros Bardo e Felipe,
obrigada pelas gentilezas...
Um abraço em cada.

Diario da Fafi disse...

Só podia ser uma mulher de urano!!

belo, simples e tocante do jeito que tem que ser.