sábado, 2 de maio de 2009

Lua em Virgem


Sou mulher simples
de gestos pequenos
e mãe ordeira.

Da infância humilde aprendi a
carregar minha dores e um
infinito por dentro.

Infinito
Feito de sóis com anéis
e uma cadeira pra descansar
quando tudo mais parece perdido.

Inquieta, não sou de desejos profundos
e ambições oblíquas.

Sou quase a mesma menina
que pastoreava sonhos e gentes ao meu redor.

15 comentários:

Alice Salles disse...

menina somos...

Adriana Godoy disse...

é , a menina perdura sempre. bonita imagem.

Renata de Aragão Lopes disse...

Que delicados
- você e os versos -,

como já anunciavam
a quietude da "Lua em virgem".
e a inocência de "O Louco".

Gostei demais, Fafi!

Úrsula Avner disse...

Que lindo poema ! Amei conhecer este blog... Já conhecia o "Voz" da Adriana e agora me deparo com todos estes outros talentos aqui presentes. Parabéns á equipe. Bjs com carinho.

Compulsão Diária disse...

Meninas ninam nos sempre. Baixou uma Adélia Prado ou não? é lindo assim!

Adriana disse...

de um singelo lirismo, muito certeiro!

Vera Pinheiro disse...

Simplesmente lindo. Delicado. Adorei.

Benny Franklin disse...

Poema de rara beleza. De prima!

cuentapasos disse...

bellísimo poema

Iriene Borges disse...

Belo.
Cena linda

Cristiane disse...

Muito, muito bonito!

fc disse...

Uma perfeita coincidência entre as palavras e a forma de expressar o pensamento «Inquieta, não sou de desejos profundos/ e ambições oblíquas»! Interessante a carta mostrada...

Olhos de Folha Minha disse...

uma vez menina e sempre menina...
belissimo, doce

Joe_Brazuca disse...

sou de Virgem
e minha lua é alta
só de pensar, me dá vertigem...

muioto bom !
abs
Joe

Lisete de Silvio disse...

Uma vida em alguns versos tão delicados.
Gostei demais - até pq sou virgiana tb

Abçs