segunda-feira, 6 de abril de 2009

nascimento

Sou feita do que ainda resta ao tempo.
Ossos falam por mim:
A crueza da existência
é o que sustenta de pé
esta estrutura humana.
Tudo mais é busca de conforto.
E canto porque somente assim tem jeito.
É como alargo o coração do mundo
e expando a voz a falar no deserto.

16 comentários:

Adriana disse...

muito sensível esse "nascimento".

Assis de Mello disse...

Gostei muito, Flávia. Que os ossos falem por nós. Amém ;-)

Felipe Vasconcelos disse...

Flavia,

Muito bonito. Principalmente o primeiro verso: me trouxe tanta reflexão! Me inspirou um haicaizinho: espero que não se importe.

fernando cisco zappa disse...

flavinha,
entre o cru
(inacabado)
e a sustentação
nesse mundo

sua voz ressoa
dentro
e
fora


beijos!

Victor Meira disse...

Tudo é só busca de conforto.
Lindo, Flávia.

Isa Trivelato disse...

Flavia,

Lindo...
E canto porque somente assim tem jeito...
Me identifiquei demais...
mto bom!!!

Adriana Godoy disse...

Gostoso de ler e de sentir. Bonito.

António Gallobar disse...

Um belissimo poema, muitos parabens

Antonio Gallobar

sidnei olívio disse...

Cantar e nascer porque a poesia existe. Execelente poema. Beijo

BAR DO BARDO disse...

beleza, flávia.

poema delícia. a síntese da conjunção com a natureza que está dentro.

bj.

Flávia Muniz disse...

Agradeço os comentários!!!



beijos

Tenório disse...

Belíssimo!

l. rafael nolli disse...

Poemaço, só isso me resta a dizer, Flávia!

Benny Franklin disse...

Belo do belo!

Compulsão Diária disse...

Flávia, renasce no deserto . Renasce o deserto. Vazios, desertos. Deserto. mas, renasço. Renasce.

Acabei de ler , na coletânea - Ponte Poética Rio -São Paulo - Ivan Junqueira. Este renascer , lido logo após aquele me fez associar. "Um punhado de ossos que na areia alveja e estala (..)".
Seus ossos falam e os dele NÃO choram =)

Alma Mateos Taborda disse...

Bellímo blog y mágicas palabras. me encantaría que me tradujeras a tu idioma algunos de mis poemas. Besos desde Argentina.