segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Borboleta no chapéu


Um dia quente, feroz tormento

manto de intenso

gosmento suor

rios de escassa

supérflua mágoa

são tua paga

na solidão

Meio do dia

confesso o diabo

claro contexto

contesto e nego

e não aceito

desminto e apago

e ainda volto

solto e não solto

caminho tensa

como uma lâmina

sobre a parede

de cal e pedra

Há uma serpente

de sol e cheiros

que sobe ardente

pela janela

Quisera ser uma borboleta

quieta,

confiante,

sobre um chapéu.

maria helena bandeira

17 comentários:

parla marieta disse...

aH, QUE Lindo.
A mim bastava ser quieta e confiante, nem precisava ser uma borboleta.
Beijos, cara mia.
Lindo, lindo, lindo.

Helena disse...

Tanques um lote, minha linda. pela visita e o comentário.

beijão,
merrel

VFS disse...

escrita em asas!

Daisy Melo disse...

QUE LINDO MHEL!!!
boa indicação a minha...

beijos e seja bem vinda ao poemadia!

Alice Salles disse...

Que delicia!
Divido o sonho!

Tenório disse...

Um poema como tem que ser: não literatura, mas artes plásticas.

Renata de Aragão Lopes disse...

Sem ser borboleta, você já voa! rs
Bacana dividirmos o dia 23.

Compulsão Diária disse...

Magnífico. Com tua verve, Helena, impossível ser uma borboleta quieta. O fluxo deste poema é vôo rasante de águi com olhos de lince.
Repito: é magnífico. Vertiginoso nas rimas que me tomaram.

Adriana disse...

Um belo voo sob o olhar da poeta ou da borboleta?

Helena disse...

Obrigada, Renata, vai ser um prazer dividir o 23 com você. Data mágica, para mim duas vezes.

beijão,

Helena

Helena disse...

Adriana ,

A poeta e a borboleta estão juntas no mesmo chapéu - espero. Obrigada por comentar.

beijão,

Helena

Helena disse...

Lady Day,

Não consegui acessar seu perfil. Obrigada por me indicar.

grande beijo,

Mhel

Helena disse...

Obrigada a todos que comentaram. Agradeci nos blogs pessoais quando tive acesso.
Obrigada a Daisy por me indicar e ao Barone por me aceitar.
Vai ser um prazer dividir o espaço com tantos bons poetas.

Helena

Anônimo disse...

Ainda na terra de São Salvador descobrindo seu desejo em ser uma borboleta. Isso me fez lembrar aquele seu primo por osmose, o pai do Cecéu, que também queria ser uma borboleta.
Com sua presença, com certeza o poemadia ganhou em beleza e qualidade.
Beijos,
Tom

L. Rafael Nolli disse...

Um belo poema, dotado de força e ritmo! Gostei muito!

Barone disse...

Gostei.

Helena disse...

Tanques Noll e Barone.

beijos,

Helena