terça-feira, 13 de janeiro de 2009

alguns impressionismos

o que é natural a um corpo

as horas são fundas
o tempo raso
a vida é um corpo que emerge


trava-língua

os matos pastam as vacas
no inevitável das carcaças


modernidade
sá-carneiro suicidou-se
por não-se-o-pôr
pessoa também teria se matado


negócio da china

os manuais masculinos estão em chinês
as chinesas não têm manuais chineses

10 comentários:

anne minuzzo disse...

adorei o Poema Dia. e tb essas tuas pequenas doses.
bjs!

nina rizzi disse...

que achado isso aqui.

compulsão diária disse...

Paixão pelo tom das palavras. na exatidão e solidez da tua poesia vago indefinida. impressionada ;))como de praxe quando se trata dos teus poemas, para o bem.
gostei muito desde sempre destes aqui.

Barone disse...

Beleza pessoal.

Adriana disse...

O poema profundo, mesmo curto.

Audemir Leuzinger disse...

é muito bom simplesmente gostar de algo. gostei.

Olhos de Folha Minha disse...

Leveza e um elo tom as palavras. Parabens. Admiro inteligencia... ab
Cintia Thomé

L. Rafael Nolli disse...

Destaco Modernidade, para mim o melhor de todos. Na medida certa!

Joe_Brazuca disse...

Impressionante!

MaSalles disse...

Eu também... gosto quando simplesmente gosto...

As imagens pulam vivas.

Guto Leite, vou anotar!