sábado, 20 de dezembro de 2008

Cor-de-rosa.

Engoliu a platéia
Com olhos descortinados

De porcelana
Se fizeram sorrisos
Tímidos

Lá do alto
Girava outra
Em velocidade cortante

Que confundia o ar
e soprava
os fios de cabelos soltos

Os passos
eram marcados
feito cicatriz

O corpo
abraçava a roupa
colada

E com as mãos
ela marcava o tempo
da própria dança

Eu ensaiava
palmas
rápidas e fortes

Mas desistia
quando o palco
era maltratado

Pela ponta
dos seus pés
doloridos

Todos
se entregavam às suas graças
sem a minha permissão

Ela era só minha,
a bailarina.




Julia Duarte.

11 comentários:

Paula disse...

Lindo, lindo!!!!

lkroeff disse...

Lindo! Me entreguei as tuas palavras como a plateia a bailarina. :)

Alice Salles disse...

Ah... mas temos que deixar ser pois a bailarina so sabe ser quando se é de toda uma platéia.

Benny Franklin disse...

Pouco e bom!
Abçs

compulsão diária disse...

bailarinas encantam poetas e poetisas. platéia cativa

Felipe da Costa Marques disse...

bela a bela
baila e baila
barabéns e bericidades!
ye!

Barone disse...

Bem vinda Júlia. Vamos poetando.

apesardoceu disse...

linda!!

Jazz Richetti disse...

e você é a bailarina da minha vida, tão delicada e ao mesmo tempo tão forte. o teu espetáculo me fascina, por sua causa mudei o rumo das minhas palmas várias vezes e todas valeram a pena. linda te amo.

Bárbara disse...

Sonhei nesse poema. E foi tão bom.

Beijo ;)

gustavo disse...

Divinaaaa!