sábado, 12 de fevereiro de 2011

SEM TÍTULO

A fonte havia secado
Na seara da minha imaginação
Não haveria mais o que dizer
Todo o homem é pouco

Triste é ter a ambição dos deuses
Uma sede de líquidos inauditos
Libido para transpassar sereias-unicórinos-borboletas

Foi então...que Brahms me acordou
As conexões entre neurônios
iluminaram em extasy
Como um mar elétrico
O todo da minha imaginação acendeu ao mesmo tempo

Explosão-inplosão-vertendo todos os cálices agora
Ser-estar-poder-haver o absoluto
Por apenas um facho de luz
Eternidade da beleza
Efêmera refletindo na úmida orbita ocular
Um pouco mais...
Ser mais homem
para alguma coisa que expanda ser homem

Libertação desse potencial limitado
de corpomente-homo-sapiens
Para ver os átomos-estrelas-cometas
O astro rei lançando desvairadas labaredas
Sentir os relevos de cada elétron
Escutar os sussurros no Japão
E não mais raciocinar
Apenas intuir a completude de tudo simultaneamente

4 comentários:

Kiro Menezes disse...

Faço disso meu refugio...
O caminho é desertico
o extasy é imaginario
a fantasia é fantástica
e eu... me aguardo na cama
- já deitada -
apago a luz quando entro!!!

Sergio Kroeff Canarim disse...

Como disse Hamlet: "Eu poderia viver recluso numa casca de noz e me considerar rei do espaço infinito". Um beijo Kiro.

Kiro Menezes disse...

hehehe

Adorei a citação!!! :D

Beijos querido, vou a visitá-lo no teu particular!!!

^_^•

BAR DO BARDO disse...

Nano gigantesco: man.