terça-feira, 19 de outubro de 2010

Dos quereres e do espanto




sob o manto escuro da noite
vem teu corpo aos meus assombros
privilégios feitos de açoites
forçar-me o fardo sobre os ombros

ante prazeres e desconfortos
o gozo singelo de um coice
a ceifar-me o peito a foice
de quereres absortos

do céu ao chão reluz febril
a inconstância de suas tranças
aos nossos olhos o teu ardil
inveterado feito dança
transpõe as chamas em acalanto
num último grito de espanto.

6 comentários:

Marcantonio disse...

Com um tom clássico, distinto.

Abraço.

Albuq disse...

Intenso!

L. Rafael Nolli disse...

Flávio, belo poema, como disse em seu blog - imagem bela! Parabéns pelo seu aniversário! Abraços!

Iuri disse...

Singelo na medida certa.

:)

Flávio Otávio Ferreira disse...

Veleu pessoal pelos comentários!!!
Nolli, muito obrigado pelas felicitações! Grande Abraço a todos!!!

Barone disse...

"o gozo singelo de um coice"