sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Acerto


Ao Menino Iluminado,
Lemuriano e quieto
que me visitava em sonhos
com a precisão dos números

(e em me seguir crescendo,
ele foi coroado,
até se adivinhar traído
pelo amanhecer dos filhos
que já me vieram
-fado- )

Quando por fim ouvir a minha voz pairando
entre o silencio do aborto e o das motosserras:

- Anaximandro, Anaximandro, Anaximandro...

Encontre-me no ressurgir daquelas velhas terras,
ou do outro lado.

2 comentários:

Francisco Coimbra disse...

Lindo, lindo, lido de viver: onde o lindo é lido, da amargura e dor, à alegria e fúria, com o necessário riso de inventar e sentir: Anaximandro! Os nomes, as coisas, pessoas, acontecimento, ao todo... tudo. Beijos

Flá Perez (BláBlá) disse...

muito obrigada, Francisco!
bjbjbj