quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Soneto de Maior Amor

Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.

(Vinícius de Moraes)

5 comentários:

Crônicas do Cotidiano disse...

Grande Vinícius...
Parabéns pela agradável lembrança!
Abraço

Flá Perez (BláBlá) disse...

gosto mto desse...
bjbjbj

sindrominha disse...

oi amei o texto, visite o meu blog de textos pessoais, obrigado.

Lírica disse...

Gostei do ritmo, do humor, do tema...
Parabéns.

Benny Franklin disse...

Como sempre, rebuscado.
Boa, Joe!