quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Tantas coisas

Esse caminho que to trilhando, oh mãe explica o que!
Já ouço tua voz fugidia. Quem diria. Sua cria no mundo.
Perdida. Pedindo perdão à estranhos. Tua filha.
Segurando o útero pela guia. Teu ventre. Tua, fui um dia.
E agora madre?

Do seu coração não arde mais alegria.

Das minhas entranhas grita a fome. Todos os dias.

É verdade. Não sofri o teu desespero.
Não me liguei no seu passado.
Desprezei o futuro.

Oh mãe, perdoa. Se te deixei no caminho.
Perdoa. Oh pátria Brasil!

3 comentários:

Leo Curcino disse...

parece que o amor que chegou pra vc fez bem pra sua inspiração, amigo.

bom demais ver isso acontecendo por mais que esse nao seja um poema de amor romântico!

Pedro Xudré disse...

Obrigado meu amigo, a fonte é a minha musa. Me inspira em 360 graus, de visão e de fornalha. As crias são fruto dela, de sua semente abundante em meu coração. Obrigado pelo apoio e pela guiada que pudeste armar em nosso encontro. Sempre grato. Eternamente.

Francesca Martins disse...

Parabéns, meu amor.

Ótimo texto.

Te amo, Pedro.