quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Escorpião chá

no
não amor
o escorpião chá
das calças curtas
trota largo
seus gestos justos
e campea nomes para si
cria seus pais
ele é o outro
então não há
e por não querer ser pista
de seu motivo
andarilha mofo nas cidades
angaria rodas
e lambe fino o asfalto
o capus pra moto
engendra no calor
a pele
as rodovias da pele
[
a cada grão
mais casta de amor
mais velha em estribilhos
]
ela craquelando no corpus
da estação
sua vida de seriado
escorpião
peça em temporada
perfila e petala a não palavra
a que não quer
ser pedra posta
um perfume
não silencia

Um comentário:

Cíntia Thomé, Jornalista, Poeta . disse...

Excelente Poesia."perfila a pétala não a palavra"....adorei!