segunda-feira, 28 de junho de 2010

Volição

O canto da minha boca
mudo, torto,
absorto, deixa fluir
o magma...

O canto do meu olho
mórbido, fosco,
quase morto, deixa cair
a lágrima...

O canto escuro em que se oculta
o resto, o gosto,
o mosto, a fé e o devir
é alma...

O canto que sepulta o mundo
é horto... E, ao morto,
o réquien não ouvir...
é nada...

No entanto, a dor do mundo
lindo e louco
muito ou pouco é pra nos unir
... É amálgama!

2 comentários:

Cíntia Thomé, Jornalista, Poeta . disse...

belíssimo do fim e no decorrer...sem fim é poema que clama muito belo!!!!ab

Lírica disse...

Valeu, Cíntia!