sábado, 1 de maio de 2010

Poema

É quase maio
E meus dias se esparramam
Repletos de um gosto de sal
Semeados de pássaros

É quase maio
E o amor se entorta em mim
Como cavalo guernica
Rabisco traçado em tela

É quase maio
E tua boca de rosas
Exala silêncio

8 comentários:

Renata de Aragão Lopes disse...

Há pouco,
escrevi "Abril",
por não ter visto
março passar.

Tive uma impressão distinta
ao ler o seu poema:
o de que "é quase maio"
e tudo se aparenta estagnado...

Muito bonito, Barone!

Um abraço,
doce de lira

O NOVO POETA disse...

querido amigo passando e desfrutando do seu lindo Blog, um grande abraço e bom final de semana.

BAR DO BARDO disse...

forte
forte
forte

conhaque

L. Rafael Nolli disse...

Belo poema, Barone. Todo belo, difícil de destacar algo. Bem feito de cima em baixo:

e o amor se entorta em mim/como cavalo guernica

Abraços.

mariagomes disse...

Gostei muito deste poema... tanto, que tive alguma dificuldade em publicar algo logo a seguir!

Isto é poesia, meu caro Barone!

Barone disse...

Muito obrigado pessoal. Em especial a divina Maria Gomes, em cujo rastro de boa poesia tento me arrastar todo dia primeiro.

Diario da Fafi disse...

A Maria tem razão, é dificil postar depois de você.

Bela poesia, Barone.

carinhos

Barone disse...

Valeu Fafi. Beijos.