segunda-feira, 10 de maio de 2010

ESPELHO




ESPELHO

Bem distante bem distante
No traço do arco íris
a íris da menina
Que ainda espelha tua cara
Esses olhos
em cores, muitas cores

Bem distante bem distante
Lá adiante eu posso
Rodeando a flor de pedra
Galgando entre os espinhos
Ir ao topo do sol ardente
explodindo crisálida
desse amor que não deu em nada
mas foi por tua cara
que arrebentou meu coração
fragmentos de espelho
e esse teu corpo tão distante
bem distante, bem distante
despedaçou-se
Em toda a minha lágrima
Lágrima...



Cíntia Thomé
2010




Imagem Greg V. apartamento-cobertura/Sampa



2 comentários:

Valdecy Alves disse...

Amigos poetas blogueiros, parabéns por utilizarem a internet como forma de dividir com o mundo o seu pensar, o seu compreender, desempenhando a missão do poeta que é se afirmar como ser humano, sobretudo perante si mesmo, captar os arquétipos coletivos de sua época e princípios universais, permitindo após compreender-se ou não compreender-se, que pela sua obra os da sua época tenham referência alternativa para fazer a leitura do mundo e as gerações posteriores entenderem a própria história da humanidade. Tudo temperado pelo sonho, pela sensibilidade e pela utopia. PASSOU A ÉPOCA DE ESCREVERMOS E GUARDAR NA GAVETA NOSSAS CRIAÇÕES DEPOIS DOS MAIS PRÓXIMOS FINGIREM TER LIDO PARA NOS AGRADAR. Através do meu blog quero aprensentar-lhes a video-poesia, que usa várias linguagens de uma só feita, a serviço do texto. Se gostar divulgue e compartilhe com os seus contatos. Acessar em:

www.valdecyalves.blogspot.com

Barone disse...

Belo poema.