sábado, 8 de maio de 2010

Delirio Esquisitos-Somático Viru...L e n t o


Uma parasita
tão fria quanto a pedra em que se entranha,
sacia-se no gado parvo,
inalterável e exíguo.

Mas eu, mamífera,
doce-fera,
perco energia em forma de calor
me refazer, quem dera!,
não consigo

e quanto mais esqueço
de ser como ela
(sugar sem dar de verdade em troca)
mais degrado minhas forças
vou ao chão.

Depois que me for, lembre-se:
adapte-se,
as pestes, lombrigas e baratas
nunca entram em extinção.

10 comentários:

Victor Meira disse...

Que terror, Flá. Mas levamos conosco os que vinham se alimentando da nossa carne - talvez essa seja uma boa redenção.

Que você sempre se esqueça!

Glauber Vieira disse...

Gostei da forma criativa com que descreveu algo tão corriqueiro.

RAUL POUGH disse...

Incluam-se aí, as solitárias. Bj

sidnei olívio disse...

Aí está a poesia: surgida das coisas mais inusitadas. Gostei muito, Flá. Beijo.

Anônimo disse...

Uma estrenha situação que transborda em poesia.
beijos fla
marko andrade

Flá Perez (BláBlá) disse...

Taí, Victor, gostei disso!
...e amém!
bjbjbjbj

Flá Perez (BláBlá) disse...

é verdade , Glauber, isso é comum que só...re fazer-se de todo é que é incomum.
obrigada!
bjbjbjbjbjbjbj

Flá Perez (BláBlá) disse...

hahahahahahahahahaha Raul!
como não pensei nisso?
bjbjbjbj




Valeu Sidnei!
bjbjbjbj



Beijooooo Marko!
bjbjbj

NDORETTO disse...

Verdade. Todos renascem sem medo, mas abre a grade,pá!!!!!!!


beijão!!!!!!!!

Flá Perez (BláBlá) disse...

hahahahahahahahahahahaha!
Neusa!
gostei! rsrsrsrs
bjbjbj