quinta-feira, 18 de março de 2010

Quanto te vi aqui...

Não havia areia nos olhos.
Não havia nevoeiro adiante.
Não havia sequer escuridão.
Nem medo do que viria.

Quanto percebi,
já habitavas o que era teu.

E aqui dentro,
batidas descompassadas
denunciavam o delírio.

Da tarde mais improvável,
da noite mais imprecisa,
da lua menos palpável,
veio você...

Com a boca mais quente,
com os seios perfeitos,
o olhar envolvente,
e os ombros, eleitos.

As horas se foram,
os medos morreram,
e a vida se fez perfeita,
quando te vi aqui.

5 comentários:

samuca santos disse...

eh, poemão!

Adriana Godoy disse...

Isso é paixão...

Victor Meira disse...

"eleitos" foi jóia.
Boa, Lobone.

Vera Pinheiro disse...

Ah, eu adoro poemas de amor... Muito bom, Lobone!

Leo Curcino disse...

que bonito poema de amor.