domingo, 8 de novembro de 2009

VERBO NA RUA DE GLAUBER

Palavras rimam de ponta-cabeça e não soltam o verbo
Palavras rimam de ponta-cabeça e não saltam para o papel
Como quem vê Dercy Gonçalves abraçando Glauber Rocha
Palavras, rima de ponta-cabeça, baianamente em vão ou não (!?).

Não cabe no embornal, a paz ardida no caos de cada dia
Não cabe aqui a paz urdida, escorada no verbo nu, estática
Quando a alma da cidade está vazia
Dorme toda sorte de dores, cores voam.

Sair, sumir, chegar, vir, partir, ver, dizer, querer
Verbos soltos nas ruas sobrevivem
Cuspindo na cisma das certezas
Palavras rimam, imagens rodopiam no papel-cabeça.

(Para Eduardo Pedra, Laz Muniz, Eugênio Muller, Wir Caetano e Genin)

2 comentários:

Joe_Brazuca disse...

Glauber e Dercy, adorariam...ou não !


Como eles, a mesma coisa...

bom !

sidnei olívio disse...

Intenso! Repito o Joe. Abraços.