sábado, 21 de novembro de 2009

A Morte da Arvore

Vejo-te ainda frondosa
Na rua
Arrancada por um vendaval

Memórias de transeuntes
Memórias de construções
Memórias de mil amores
Levadas no vendaval

Vejo-te ainda na fala
Escuta de uma amiga
Um olhar somente
Da janela presenciou tua passagem

... E ela rodopiou
.............................
Caiu

Trabalhadores na retirada
Quantos galhos gemeram
Quantas folhas calaram
O encontro

A natureza
...................
Cobrou

Vejo cimento onde tu estavas
Tua presença revisitada
Nas idas e vindas
De quem passa por lá

4 comentários:

Cadinho RoCo disse...

Tanto sentir no nosso sentir!
Cadinho RoCo

Victor Meira disse...

Toda árvore derrubada merece um poema.

Tenório disse...

Concordo com o Victor. Parabéns, belo poema-crônica.

Joe_Brazuca disse...

mais uma a concordar com o Victor...

eis a sina do (des)humano...

excelente !

abs