domingo, 27 de setembro de 2009

Desespero de Vida

Tentei agarrá-la pelas mãos:
Escorreu-me entre os dedos.
Tentei bebê-la em doses homeopáticas, a conta-gotas.
Dosada...
Faltou-me os efeitos colaterais.
Enfrentei-a só...
Fez falta a dádiva maior:
Dividí-la.
Decidi a ela doar-me, sem precauções.
Rendida.
Sobrei-me inteira e fértil.
Amei o mistério impalpável:
Vida!
Orgasmo infinito.
E quero-te assim.
Com perigos e riscos.
Em total desassossego.

Alyne Costa
Setembro/2009

2 comentários:

Felipe Marques disse...

Pessoaniano e Viciante!

BAR DO BARDO disse...

Ai, bendito desassossego...