quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O SOM


O que me inventa?

O silêncio a caber na entrelinha,

O desejo de querer-te perto,

História do poema mais longo,

Decassílabos no vão das frestas,

Atrás da porta, por entre as pernas.

Nada mais requer maior destreza.

O tempo a passar é cão sem dono.

Outra linha é lenha a alimentar o fogo.

Trepidam mil labaredas enquanto conto.

E quando canto, o som é o que me inventa.


7 comentários:

BAR DO BARDO disse...

Flávia, bom dia!

Que bom escutar os galos cantando e observar a luz se espargindo por meio da sua poesia, aqui em Campo Grande-MS...

Sua lira me toca, sinestésica e profundamente...

Hoje eu terei um ótimo dia!

Obrigado.
Beijo!

Hercília Fernandes disse...

Belo, Flávia.
Como costuma dizer o Bardo, lirismo afinadíssimo.

Lindo seu canto.

Beijos :)
H.F.

Renata de Aragão Lopes disse...

"Trepidam as labaredas
enquanto conto."

Adorei!

arash gitzcam disse...

"Nada mais requer maior destreza." - sobre decassílabos: sim; sobre atrás da porta: não.

Barone disse...

"Decassílabos no vão das frestas,

Atrás da porta, por entre as pernas."

tenório disse...

Belissíssimo!

Flávia Muniz disse...

Valeu poetas!

bjos