terça-feira, 14 de julho de 2009

Vinho dos Desesperados

Quando o nada é perspectiva
teias de aranha são leito
No mofo, ócio em carne viva
arde injúria contra o peito !

Quando o vácuo é a canção
baratas são a platéia
Na gafieira podre dos insetos
micose mutila o coração !

Rima esdrúxula de pobre poeta
Teclado sujo de vômito verbal
Culto ao desabafo

Ótica da decadência
Estrambótica impotência
Devoção ao inferno astral

Maldita esperança!
"O pão sem manteiga dos desgraçados"
Afoga a alma no medo
o vinho dos desesperados

3 comentários:

Felipe da Costa Marques disse...

INTENSO!
MUITO BOM, MEU CARO!

BAR DO BARDO disse...

Articulando metáforas espasmódicas...

Muito bom, tomaz!

Adriana Godoy disse...

Que desespero mais desesperado...gostei pela força dos versos. Beijo.