domingo, 5 de julho de 2009

POEMA ÚNICO

dois versos, linhas

num poema único


7 comentários:

Victor Meira disse...

- É um poema-anúncio?

- É, mas cadê o produto?

- Dââ, é o anúncio.

Hercília Fernandes disse...

Gostei, Francisco.

O conteúdo poético do texto se justifica na própria construção do poema. É a metalinguagem em ação, explicando, em dois únicos versos/linhas, um poema único.

Beijos :)
H.F.

Renata de Aragão Lopes disse...

Poema único,
poema ínfimo.

Um abraço!

sidnei olívio disse...

Você sempre surpreende, Francisco!
Poema e poeta único!.
Abraço.

Francisco Coimbra disse...

Venho agradecer os comentários e falar do poema, falar de Poesia.
O poema é para cada poeta uma coisa diferente, para quem segue Pessoa tendo a sua máxima “Quero ser todos de todas as maneiras” como um lema que uso como leme neste barco tão leve, tão pesado, tão gasoso… como é o gozo da criação através da(s) palavra(s), acaba por saber aquilo que toda a gente sabe, vivo a Poesia nas nuvens (umas vezes chovem, outras… evaporam-se). No entanto, sou um homem de ciências, gosto de conhecer o seu mecanismo.
O mecanismo dos poemas é o funcionamento da(s) pessoa(s), há quem não reconheça valor a nada se não lhe for dado um motivo básico “um valor”. O poema como coisa definível, catalogável; toda a gente fica feliz, reconhecido como obra de arte, é um trabalho de autor. Nessa medida devemos medir os poemas? Só saberíamos se um poema é bom sabendo se o poeta é bom, que mau!
Bom… um cuidado básico é não julgar um autor por um poema, o poema pode ser bom e o poeta não prestar. Isto leva-me ao ponto que é, foi e será “o ponto de partida” da leitura ou feitura dos poemas: o poema é um momento. Momentos em relação aos quais me permito definir toda a Arte como a construção de “peças” construtoras de “momentos”, reprodutoras do momento onde uma ideia fecundando a matéria dá uma obra.
Para ler bem um poema é preciso fazer do poema um poema, caso contrário são, é: apenas palavras dispostas em verso(s). “POEMA ÚNICO” pretende ser único, inigualável, coeso, simples e complexo. Agora aquilo que ele é, é aquilo que cada um é quando o lê: pode ser tudo.
Victor, não gostou do anúncio porque não encontrou o produto? A poesia começa sempre pelo seu anúncio, denuncia-se e acontece. Você não encontrou poesia porque está mais predisposto para mostrar desprezo e criticar, isso não é crítica literária, é menosprezo pelo trabalho poético e falta de sensibilidade para a Poesia. Para se cultivar bem uma arte, tem de se gostar dela ao ponto da encontrar. Dââ… critique como queira e saiba, também lhe agradeço.
Hercília, boa defesa!
Renata, um comentário que dá que pensar :), obrigado.
Sidnei, um belo companheiro de todos, este aqui lhe agradece.

Benny Franklin disse...

Francsico: o poema é bom e você presta.

Victor Meira disse...

Francisco, fui muito mal compreendido, desculpe o tom do meu comentário. A brincadeira do diálogo fictício não tinha por intensão ofender o poeta, nem mesmo a poesia. Discordo de muita coisa que você falou aí no seu ensaio poético, como a existência de coisas como "poesia ruim/boa" ou "poeta ruim/bom". Acredito que, com a democracia que a internet oferece, hoje não exista mais coisa qual qualidade artística, mas AFINIDADE. Digo, se eu não gostei da sua poesia, não é por falta de tato ou sensibilidade, nem por falta de compromisso, e também não significa que ela seja ruim; antes, eu apenas não tive afinidade com ela, ela não me pegou. Mas vai pegar fulano, joão e josé, como pegou Sidnei, Rentata e Hercília. O caso é: como comentarista de um blog, não sou crítico literário, e nem me exijo tamanha limitação ou rigidez. Gosto de dizer o que eu senti, pois espero maturidade dos poetas na recepção dos comentários, e a aceitação de que não se pode agradar gregos e baianos. Como você disse: "Para se cultivar bem uma arte, tem de se gostar dela ao ponto da encontrar". Para que haja vontade, da minha parte, a sua poesia tem que gerar em mim uma boa impressão. Tem que me enganchar, me surpreender, tem que ser linda ou me bater na cara, ou até feia demais, a ponto de ser subersiva; pode ser estrela e gritalhona, assim como pode ser morninha e tímida. Enfim, tem que ser interessante. Veja bem: não peço a poesia-espetáculo. Digo apenas que eu preciso gostar da poesia pra decidir cultivá-la. E concordo com você: quando a gente decide cultivar, a gente consegue apreciar qualquer coisa no mundo.

Enfim, meu Chico. Eu nem tinha desgostado da poesia. Apenas me expressei mal mesmo, fui infeliz na dose do humor.

O Benny ta certinho, viu?
Um abrazzo.