quarta-feira, 6 de maio de 2009

Rodosentimento



Rodosentimento
ROGERIO SANTOS

coração pneu de carro
desvia dos sobressaltos
resiste derrapa na curva
machuca se cai no buraco
altivo se roda alinhado
é rei conduzindo vassalo
até que a morte os separe
até que termine furado

8 comentários:

Renata de Aragão Lopes disse...

Bacana, Rogério!
"é rei conduzindo vassalo"

Compulsão Diária disse...

Ah, mas esse coração é muito bem conduzido. Se furar a poesia recupera.
adorei o ritmo. é letra pronta

Adriana disse...

"até que termine furado",rs.Teu poema é muito bom.Me lembra "tarba de tiro ao árvaro, não tem mais onde furá"

Tenório disse...

Concordo com o povo acima, parece letra de música, dessas geniais, com tiradas e ótimo desfecho. Muito criativo!!

Tião Martins disse...

Rogério bem calibrado!

rogerio santos disse...

Oi Amigos...
Obrigadão pelos comentários...

Estou numa correria incomum com trabalho e sem tempo de acomapanhar o blog adequadamente...

Assim que tiver mais calmo, retomarei minhas leituras também...

Um beijo à todos
Rogerio

Joe_Brazuca disse...

entrei na tua estrada pneumática !

muito bom seu hiper-realismo !

abraço

Chris Herrmann disse...

O seu poema tem balanço e não derrapa... genial, Rogerio. Beijos!