segunda-feira, 30 de março de 2009

Escárnios

Desatarei a fantasia em cauda de pavão num ciclo de matizes,
entregarei a alma ao poder do enxame das rimas imprevistas.
Ânsia de ouvir de novo como me calarão das colunas das revistas
esses que sob a árvore nutriz escavam com seus focinhos as raízes.

Maiakovski – tradução de Augusto de Campos e Boris Schnaiderman

6 comentários:

Efigênia Coutinho disse...

Victor Barone

Gosto de visitar seu espaço, boa leitura, com uma cultura de qualidade,
Efigenia Coutinho

L. Rafael Nolli disse...

Maiakovski dispensa comentário!

Helena disse...

Maiakovski dispensa comentário! (2)

Helena

Compulsão Diária disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Compulsão Diária disse...

Bela escolha. Esses Escárnios caem muito bem pra estes últimos dias de pavões com caudas descoloridas. Boquirrotices presidenciais que ng aguenta mais. E ãnsia é a mesma. Porque, de verdade, a história se repete mesmo é como farsa. Como nos calarão? Mais uma vez?

E depois uma tradução impecável dessas não tem preço não!

Bingo, Barone!

Francisco Coimbra disse...

Mais uma boa escolha de poesia, onde nos podemos nutrir do que é essencial: da vida das palavras, de palavras que convidam para a vida. Parabéns!