domingo, 1 de março de 2009

a dor antiga

ardem-me as mãos;
voltou a dor antiga, a que definia a fronteira.
sei que trago a pétala que se estiola,
ponta a ponta,
e que a poesia padece.
converto-me numa frente,
arquejante,
como a vela que, em junho, acendeste a nossa senhora.
era ainda a infância.
eu morria, matinal, só com a minha sede,
perseguindo a paz de poder abraçar vendavais.

ardem-me as mãos, mãe!

mariagomes

in" antologia de escritas, 3"
organização de J. Félix
Impressão Quilate, Lda
( lisboa)

9 comentários:

BAR DO BARDO disse...

ei, mg, esse estilo desconhecia-me.

é uma mg diferente...

acerca disso preciso pensar.

parabem!

Barone disse...

Maria, belo poema.

Adriana disse...

"Eu morria, matinal, só com minha sede,"

Lindo, belo poema.

Compulsão Diária disse...

Poema confessional tocante.
Belo

Helena disse...

Muito bonito e diferente, Maria. Gostei.

fernando cisco zappa disse...

que lindo!

putz...

que lindo!


meu abraço terno!

Adriana disse...

a-do-rei!

Felipe da Costa Marques disse...

a dor rima com amor e humor.

bjs e abs

Felizzzpe!

tenório disse...

Ei Maria! Estava relendo nosso blog coletivo e me deparo com esse seu poema. E não entendo o motivo de tão poucos comentários. Esse seu poema é uma obra prima!!!

Maravilhoso!