sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Ritos

Teco trancas e rasgo fios
Vejo luas e rabisco navios
Febres
Odores
Calafrios
E, se me calo, verbos flutuam
No parapeito do que hei de ser.
Pertenco a qualquer lugar que me comporte.
Minhalma e crespa
Cutuo vendavais de toda sorte
Tensa
Suturo incertezas de um destino que rompe tardes
Arde
Atritos sobre o magma adormecido de um vulcao
Vertente
Poesia e o meu espelho oculto em erupcao

Alyne Costa
Salvador, setembro de 2004

5 comentários:

Compulsão Diária disse...

Belo poema que merece uma revisão ao digitar.
Gostei desses ritos
abraços gerais

Welington de Sousa disse...

Magnifico entrelaces de palavras entre frases.

Renata de Aragão Lopes disse...

Construções interessantes:
cultuar vendavais,
suturar incertezas.
Gostei.

Barone disse...

E, se me calo, verbos flutuam

Adriana disse...

"Poesia e o meu espelho oculto em erupcao". Lindo esse verso.