quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Lagarta

O sol de bronze solta gritos compridos fazendo furos redondos nos olhos das nuvens do céu calcinha da tarde. Uma lasca de madeira sêca prosa e amor esconde o buraco porta que aponta pro centro da ponta do nariz do balde de deuses que derreteu na lava mais quente do meio do meio dessa bolha azul cheia de indústria de carro. A moeda de pedra do ponto gê do mar de grude su / com / trans / ex / im (porta) o cânone executivo catedrático curadora cafetina provedor do sim do fim do são.

Olho pequeno de quem não sonha A barriga ronca estronda Duas gotas de suor caem Os ajudantes correm tá funcionando É uma lagarta enorme com o rabo grudado no cu da Terra bombeando energia amarela marrom brilhante para os campos de osaka sertãozinho e do silicon valley.
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[caros e carassímas, obrigado pelo convite e pela estadia que agora começa. Tudo isso é um soco bom para ir brigando sempre. Amor, amor]
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12 comentários:

Adriana disse...

uma prosa em poesia no ponto g do mar,gostei.
http://anndixson.blogspo.com

Compulsão Diária disse...

Bronze no céu azul calcinha do sertão Sillicon Valley é olhar amplo, energia latente de poesia.
É o Heyk provedor do futuro.
Gosto sempre

Victor Meira disse...

Viva!

Heyk Pimenta disse...

Grato, queridos.

E sexta 13 tem mais, só que no manazinabre, né?

O poema aí, Lagarta, entitula o livro Lagarta, que por agora tá em tradução/versão pro espanhol.

Lá vamos nós. Boas tardes.

L. Rafael Nolli disse...

Gostei!

L. Rafael Nolli disse...

Universalismo interessante e inteligente!

Olhos de Folha Minha disse...

Prosa poética inteligente.
Bom mesmo! ab

Felipe da Costa Marques disse...

Bravo! Que a lagarta! Designio de imagens arrebatadoras!

Felicidades

Benny Franklin disse...

Excelente:
Boa!

Barone disse...

Me lembrou uma tradução livre de um poema de Ginsberg.

Heyk Pimenta disse...

Do ginsberg. Isso é bastante.

Gosto desses caras.

E tenho gostado muito da casa também.

Viva a casa-dia-a-dia.

tagg disse...

Bom. Gostei. É um jorro, me sinto compelida a ler rápido. Leio de novo?