quinta-feira, 27 de outubro de 2011

soneto I

Tenho descrito o que desconheço,

Desde o começo até o fim.

Nem só no deserto tem areia

Nos meus olhos há areia também.


Dunas acumulo na retina,

Retidas de meu sonho enquanto durmo.

Duas âmbulas são ampulheta,

Trêmulas Punhetas de meu sumo.


Meus olhos desertos de areia

Comportam o Deserto que eu não sei.

A presença nula de sua origem


No meu avesso está além.

Tenho descrito o que desconheço,

Desde o começo até o fim.

6 comentários:

Berzé disse...

Bonito e ponto(inicial).
Berzé

Andressa C. disse...

o Deserto que eu não sei, eu não sou.

Ju disse...

te ler me dá vontade de escrever...
vamos!
:)*

Nyna disse...

amei seu blog nossa amei mesmo. M visita qualquer dia desse
olha meu link aqui-> http://poemas-kato.blogspot.com/

Vértice Redondo disse...

só para informar que deixo agora de fazer parte deste blogue e comunidade poética. Demoraram muito tampo a alterar o meu pedido de bio e tenho agenda e projectos mais vivos que este, nomeadamente meus.

Abraço
foi um prazer

Gavine Rubro
ww.celularubra.pt.vu

BAR DO BARDO disse...

soneto novo

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