segunda-feira, 8 de agosto de 2011

DAS JANELAS



da janela de minha alma
vejo madrugadas e manhãs eternas
a saltar.

logo à frente
o silêncio, o profundo silêncio das horas
ouça: ...nem o vento uivante tenta falar.

na janela dor invisível
destravo algemas de medo
pulsos e passos.

numa fração de segundos
num leve piscar de olhos
caos criação coisa suspiro dor sorriso, tudo.

uma linha fina e frágil divide a vida
sento na curva dos sonhos
sobrevivo.


(c) foto Stael Azevedo - texto e foto integrantes da Exposição De Sol a Sol. Com fotos de Maria Moreira (Serpa/Portugal) e Stael Azevedo (Ipoema-MG/Brasil), e textos de Cleber Camargo Rodrigues (Itabira-MG/Brasil), De Sol a Sol foi realizada em São Gonçalo do Rio Abaixo-MG, entre 22 e 31 de julho, no Roteiro das Artes 2011 / VII Festival de Inverno de São Gonçalo do Rio Abaixo...

3 comentários:

Jão disse...

A vida passou pela janela
junto com os carros apressados
quando dei por mim
esta longe
corro contra o tempo
tento recuperar o que passou pela janela




Abraços!

BAR DO BARDO disse...

é o locus

curva do sonho

N. G. disse...

que coisa mais linda esse poema *---*
mega reflexivo.

eu tb faço uns, se quiserem acessar

http://depoisdamargem.blogspot.com/